Brasil
Caixa aumenta exigência de entrada para financiamento imobiliário a partir de sexta-feira; saiba o que muda
A Caixa Econômica Federal anunciou mudanças significativas nas regras para financiamento imobiliário, que entram em vigor nesta sexta-feira (1º). Agora, para quem deseja adquirir imóveis financiados, será necessário um valor de entrada maior. A medida visa reduzir os riscos de inadimplência e ajustar as políticas do banco em resposta às condições econômicas atuais, como a alta da inflação e dos juros, que impactam diretamente o setor imobiliário e a capacidade de pagamento dos consumidores.
As novas condições afetam especialmente quem utiliza o Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) e o Sistema de Financiamento Habitacional (SFH). No SFI, a cota máxima de financiamento foi reduzida de 80% para 70% do valor do imóvel, enquanto, no SFH, passa de 90% para 80%. Essas mudanças implicam que o comprador precisará arcar com uma parcela maior do valor do imóvel no ato da compra. Especialistas alertam que essa nova regra pode desacelerar o mercado de compra e venda de imóveis, principalmente para a classe média, que geralmente depende de financiamentos com baixa entrada. A Caixa defende a medida como uma forma de manter a sustentabilidade do crédito imobiliário e garantir maior segurança nas operações de financiamento, embora os consumidores devam se preparar para a necessidade de maior planejamento financeiro.
Programa Desenrola Pequenos Negócios atinge R$ 5 bilhões em dívidas renegociadas, beneficiando 82 mil empreendedores
O programa Desenrola Pequenos Negócios, criado para auxiliar pequenos empresários na renegociação de dívidas, alcançou a marca de R$ 5 bilhões em débitos renegociados desde a retomada de suas operações em outubro. Com foco em oferecer condições especiais para regularizar dívidas e garantir a sustentabilidade financeira das micro e pequenas empresas, o programa já beneficiou cerca de 82 mil empreendedores em todo o país.
A iniciativa permite que empresários renegociem seus débitos com prazos alongados, taxas de juros reduzidas e condições flexíveis, proporcionando um alívio financeiro essencial para manter seus negócios operando. O programa é uma resposta do governo à crise econômica e ao impacto da inflação e dos altos custos de crédito, que dificultaram a situação dos pequenos negócios. Atingindo um público que muitas vezes enfrenta barreiras para acessar crédito e negociar condições favoráveis, o Desenrola busca apoiar o crescimento econômico e a preservação de empregos. Para os participantes, essa renegociação pode representar um novo fôlego para expandir e consolidar suas operações, contribuindo para a retomada econômica do país.
Foto: REDE AMAZÔNICA
PF indica ‘Colômbia’ como mandante dos assassinatos de Bruno e Dom e entrega relatório à Justiça
A Polícia Federal (PF) indiciou um homem conhecido como “Colômbia” como o mandante das mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, assassinados na Amazônia em 2022. O relatório da PF, encaminhado à Justiça, aponta “Colômbia” como o financiador de uma organização criminosa local, responsável pelo fornecimento dos cartuchos utilizados nas execuções e pela coordenação na ocultação dos corpos das vítimas. Além dele, outras oito pessoas foram indiciadas por envolvimento no crime, incluindo suspeitos de participação direta nas execuções e na tentativa de apagar evidências.
O caso ganhou repercussão internacional, evidenciando as ameaças enfrentadas por defensores da floresta amazônica e por jornalistas que investigam atividades ilegais na região, como pesca e mineração ilegais. Segundo as investigações, Bruno e Dom foram mortos enquanto documentavam atividades de pesca ilegal em territórios indígenas, o que teria incomodado a organização criminosa local. O indiciamento de “Colômbia” e dos outros envolvidos representa um avanço na busca por justiça, destacando a complexidade e os riscos associados ao combate ao crime organizado na Amazônia, região marcada por conflitos ambientais e pressões econômicas.
Mundo
Mercado projeta corte de 0,25 ponto nos juros dos EUA em novembro; probabilidade chega a 99,5%, aponta CME
O mercado financeiro está praticamente certo de que o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, irá realizar um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros na próxima reunião, marcada para quinta-feira. De acordo com a CME Group, uma das maiores plataformas de derivativos do mundo, a probabilidade desse corte aumentou de 93,1% para 99,5%. Esse ajuste na expectativa ocorre em um cenário de desaceleração econômica global e menor pressão inflacionária, fatores que incentivam o Fed a tornar a política monetária mais acomodatícia para estimular a economia.
A redução de juros seria a primeira em um contexto recente de política monetária rígida, que buscava conter a alta inflacionária pós-pandemia. A possível decisão reflete a estratégia do Fed de suavizar os custos de financiamento e dar fôlego ao consumo e aos investimentos nos Estados Unidos. Caso o corte se concretize, o impacto poderá se estender para mercados globais, influenciando moedas, ações e outros ativos, já que uma política monetária mais branda nos Estados Unidos costuma atrair investidores para economias emergentes em busca de melhores retornos. Investidores acompanham atentamente, pois essa medida pode indicar um novo ciclo de flexibilização monetária.
Economia
Rússia aplica multa astronômica ao Google por bloqueio de canais no YouTube, valor supera o PIB mundial
Em uma decisão surpreendente, o governo russo impôs ao Google uma multa de 20 septiliões de dólares, quantia que ultrapassa o Produto Interno Bruto (PIB) de todo o mundo. A penalidade é uma resposta ao bloqueio de canais de mídia russos no YouTube, plataforma de vídeos de propriedade do Google. Segundo as autoridades russas, o bloqueio de conteúdo violaria as leis locais de liberdade de expressão e transparência de informações, principalmente em canais ligados ao governo, que foram removidos da plataforma sob justificativa de violação das políticas do YouTube.
Essa multa, de valor nunca antes registrado, levanta dúvidas sobre a possibilidade de cumprimento e as reais intenções da medida, que parece ter mais uma função simbólica e política do que prática, dado o valor irreal para qualquer organização. A decisão aumenta as tensões entre a Rússia e grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos, que já vinham enfrentando restrições e pressões regulatórias no país. Observadores apontam que a medida pode marcar um agravamento no embate entre a Rússia e o Ocidente em relação ao controle de informações digitais, refletindo um cenário de crescente censura e protecionismo digital na Rússia.
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